Num ônibus lotado de uma manha de sol
Entre-ouvidos: burburinhos de uns prédios que haviam caído
Correndo contra os ponteiros do relógio
Onde as horas passam mais rápido que se imagina
Como é o mundo hoje, perdem-se a noção de tempo
Quando estou com ela não há tempo no mundo
Que corra como corremos, como nos abraçamos
Às vezes lentamente e outras vezes rapidamente
Mas o tempo só é sentido se for o sentido da existência
Com ela transformo meu tempo em paciência
Em perseverança e amor,
assim, escrito em verso e prosa
Só aqueles que possuem os versos na ponta da lingua
Aqueles, permitidos pela livre expressão poética
De uma licença poética que abarca todos os horizontes
Pois bem, agora peço licença para amar
